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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Linguagem Poética

Não sou eu
Quem escreve este poema.
São muitos "eus" ,
Que se sentem,
Como não sendo...


Rolam as frases,
As palavras,
Os versos.
- Por entre os dedos
Que escrevem,
De vontades,
Repletos. -

Surgem,
Depois,
Os ditos poemas:
Criações não singulares
(ao contrário do que se pensa).
Jogos de solidariedades
Em que o autor desaparece,
- No meio dos "todos", -
E só a arte tem lugar
No final,
Só ela vale...
Só ela surge...
Só ela merece.


(Paula Coelho, 4 de Maio de 2011)

Changes

All around me
Need a reflection;
Need some space...
But more:
Need REACTION!
The world is on transformation;
And the future?
The Planet?
What about the new generation?
It needs some time,
To think about this all.
But I hope the love
The peace,
Make this moment the last
Of something that is screaming
- changes -
More intense,
Better,
And fast!


(Paula Coelho, 30 de Março de 2011)


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Distas Paragens

Vejo em ti,
Com olhos de ver;
Sinto em ti,
Um momento para perceber,
O porquê de existir
E de viver.

No jogo da vida
Encantado,
As paixões vis
E as horas por nós desperdiçadas,
Continuamente
Se seguem
E se conjugam.
No final da linha,
Nessa dista paragem,
Sobra espaço infinito
Para pensar na viagem…
Preparando
O coração palpitante
Para outras
Mais felizes;
Derradeiramente
Mais assertivas,
Para transmitir
Um pouco
Da Tua sublime
Mensagem!

(Paula Coelho, 30 de Janeiro de 2012)




Para Ti


Este poema é para ti
Que te encontras tombado
Pela luta, pelo embate,
Para os quais a tua imperfeição te conduziu.

Este poema é para ti,
Que procuras a esperança
No olhar atento da criança
Que sentes, apesar de tudo,
Ainda existir, em ti.
Este poema é para ti
Que aguardas, pacientemente,
A chegada ao fim da linha,
Chegada essa, tão ansiada, tão desejada, tão linda
Que ardentemente na tua alma desejas alcançar.

Por tudo isto,
Este poema é para ti,
E é com palavras de coragem,
Fé, perseverança,
Que te apresento a minha solidariedade,
A minha confiança,
Para que um dia consigas vencer,
Através da verdadeira mudança.

(Paula Coelho, 9 de Fevereiro de 2008)

Sonho

Perco-me no sonho,
Sonhando em algodão
Que lhe dá forma,
Conferindo-lhe expressão.

Perco-me no sonho,
Sem nada velar;
Apenas esperando
O sonho sonhar.
……………………………..
Encontro-me no sonho
Que tanto desejei...
Perdendo-me na imaginação
De tanto que sonhei!


(Paula Coelho, 17 de Maio de 2009)

Navegando

Voam as gaivotas,
O mar bravo está;
Um pequeno barco navega
Sem saber, ao certo,
Onde está.
De noite,
Na escuridão,
O medo assola,
E a solidão

- Espera o amanhecer -
Quer ver romper o dia,
Tem vontade
De novas águas
Tem necessidade de conhecer...
O barco
Pequenino,
- Nada visível -
Dentro de si transporta

Aquilo que o move;
- É invisível -
No entanto,
Digno de nota:
Uma ânsia de querer
Rumar por novos mares,
Ser feliz,
Navegando,
A sentir
O mar pulsando,
Ao sabor do vento,
E da vida,
Com delicadeza
O abraçando.


(Paula Coelho, 5 de Abril de 2011)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Universo

Na imensidão do Universo
Existe, para além,
Uma estrada,
Repleta de estrelas, cometas, luzes
E, também,
Excelsas palavras.

Na imensidão do Universo
Está inscrito o mistério,
Da formação de tudo,

O seu império.

Sob a Estrela Maior,
E, apesar do desconhecido,
Desenha-se o infinito;
Onde podemos encontrar 

O traço de Deus
- A sua bondade,
O seu amor-
Perfeitamente orquestrado
E inscrito.


(Paula Coelho, 1 de Junho de 2010)

Poetar

Poeta é ser criador
De algo que não se sabe;
Que surge no pensamento de alguém
Que o sente,
E o persuade,


A registar no papel
As palavras ouvidas,
Pelo pensamento, pelos sentimentos
E, também, pelos
Sentidos.

Chegando ao fim,
Termina
Com um ponto final,
Com uma vírgula,
Com uma interrogação,
Ou com um ponto de exclamação!


(Paula Coelho, 1 de Junho de 2009)

Inspirado em Sísifo


Sei que sou, assim errante,
Objeto do fracasso e da Verdade,
Fracasso, no qual tombei,
Por culpa própria,
Verdade que procuro,
Na roda da vida,
Sem descanso.

Sinto, então, dentro do meu peito,
A responsabilidade
Dos compromissos assumidos:
Evoluir, incessantemente,
Sem retrocessos,
Conquistar a felicidade, sem medida;
Construir dentro mim, um novo Eu,
Adquirir um novo
Sentido para a Vida.

Procuro então caminhar, sem parar,
Procuro a Luz na noite negra
E assim me vou perdendo no tempo,
Mas cada vez mais perto do Amor,
Sem angústias e sem medo.


(Paula Coelho, 15 de março de 2008)

Vivência

Porque nem sempre na vida
Podemos encontrar
Aquilo que procuramos
Sem antes lutar,
Há que saber
- Antes de mais –
Perder e ganhar.

E, já agora,
Aceitar
As coisas normais
- As ditas banalidades –
Não deixando,
Contudo,
De pensar diferente o futuro;
Que começa neste instante,
Onde acaba o presente
E, que pode ser sonho
 (ou realidade)
Dependendo da vontade,
De quem o projeta,
Constantemente!


(Paula Coelho, 1 de Outubro de 2010)

Será?

Ouço uma voz…
Alguém me chama?
Será imaginação?
Alucinação?
Ou será um momento de maior reflexão?
Para aquilo que nos rodeia,
Que em silêncio
Nos envolve
E sem darmos conta
Nos anseia?


-Podem chamar-lhe o quiser;
Tanto faz.
Mas é preciso estar alerta,
Para o que esse desconhecido nos traz!


(Paula Coelho, 26 de Março de 2011)

Pain

I´m sorry
I don´t know what to say...
When the pain is deep,
I just can´t go away...


...From the reality,
From this now;
Stay alone
In silence,
Until the last moment,
In quiet...


(Paula Coelho, 26 de Março de 2011)

Words


Everything,
Around me
(the words, the poems)
Sounds like a song.
Get into my mind,
And I think,
I need to talk.
But, no...
I can´t... I can´t...
- I just need to take
A paper and a pen -!

(Paula Coelho, 29 de março de 2011)


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Madrugada na Alma

Na madrugada
Fria, silenciosa
Afloram
Os mais profundos sentimentos…
Com imensa nostalgia,
E alguma,
- Talvez –
Indescritível
Magia.
Em acordes únicos,
Mas, especialmente,
Fortes,
Se vai instalando,
Suavemente,
Em si mesma…
…Procurando…
No calar da noite,
Antes do romper do dia,
- É madrugada na alma –
É o anunciar ansioso,
A chegada em febre,
O desejar pulsante…
O recomeço da vida,
Em movimento constante.

(Paula Coelho, 27 de Abril de 2012)


My first poem (para as crianças/ jovens institucionalizadas)


A ti…
Crescendo na confusão, perdido,
Esperando encontrar algum sentido
Neste planeta em turbilhão.
…………………………………………………………….
Sim, a ti, no qual o meu eu se vê retratado,
Observando, sofrendo e pensando
No quanto desejarias por alguns momentos ser livre,
Para gritar para o espaço, o quanto tu és…
Grito de liberdade,
Em que por instantes serias capaz de abraçar o mundo.
Grito de alerta
De alguém que anseia por um lugar para SER
E para poder dizer:
 “Estou aqui!”

(Paula Coelho, 26 de Junho de 2005)

Interrogações

Sinto e penso;
-São tudo emoções? –
Repletas de aventuras,
Mescladas em paixões?
Logo a seguir, medito;
- Será impressão? –
De que mergulhando,
No pensamento,

Ele é infinito,
Sem aparente razão?
E, levar-nos-á,
Isto,
A alguma conclusão?
Recordando Lavoisier:
- No Universo

Tudo é infinito,
Estando,
Por isso,
- Sempre –
Em constante transformação.

(Paula Coelho, 6 de Outubro de 2010)

Contradições


Vendavais de sensações
Associadas ao sentir,
Permitem a quem escreve
Chorar quando quer rir.


...E, depois,
Entre as linhas,
Nos intervalos das palavras,
E dos versos mais imperfeitos,
Sente-se o amanhecer de algo
Que, sem ter definição,
Se considera,
Como criação,
No conjunto
De todas e mais algumas
Dúvidas e indefinições!

(Paula Coelho, 18 de Fevereiro de 2011)

Chuva

Chove na borda da estrada
Chove em todos os cantos,
Nas terras secas,
Nas enseadas,
Chove, como se fosse
...O dia a romper a madrugada.


Chove e faz silêncio.
………………………

Ao largo de mim,
Tudo é intenso;
Tudo se projeta e se pensa,
Com sentimento,
Com gratidão por viver
E poder visualizar a Terra,
Com harmonia e solidez,
- Será isto, a lucidez?


(Paula Coelho, 24 de Março de 2011)

Feelings

I think,
I ask,
I dream...
About the stars,
And the sky,
And all the things
that I see,
And, for seconds,
make me fly!


(Paula Coelho, 28 de Março de 2011)

Fight

I see...
The life.
And I understand
The meaning
Of this fight!

Fight
For Freedom.
Fight
For another understanding!

Fight
For justice...

Fight
For be
A simple human
Wishing
Only caring.


(Paula Coelho, 6 de Abril de 2011)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Precipitação

Corre veloz
O sangue nas veias,
Palpitando forte o coração,


É isto uma emoção?
Talvez sim;
Talvez não!


- A respiração ofegante
Dá sinal de inquietação,
Estado de alteração total,
Estado de erupção.
Os membros estão dormentes;
O peito ferve de agitação...

Entre milhares de experiências e estudos,
Prevalece sem resposta a questão:
- Mas será que não há remédio que seja capaz
De acalmar tal situação?!!


(Paula Coelho, 3 de maio de 2011)

Memórias

Sentimento profundo;
Lágrimas sentidas;
Acorrentadas no beco,
De um recanto,
De algumas memórias
Jamais esquecidas.


- Sentimento de saudade
Palpitando docemente
Se agita em versos graves
Dá cor à vida
De repente. -

E desta forma colorida
A vida se repete:
- Em momentos fugazes de loucura,
E de outros,
Intelectuais,
Que dão sentido
E sonoridade
Ao presente -.


(Paula Coelho, 4 de Maio de 2011)

Emoções Sinceras

Para além de mim
Existe um mundo,
Uma emoção contida,
Um Amor profundo.

Para além de mim,
Existo ainda
Viva, após a morte,
- Mas não perdida -
 Perante a realidade,
De tal forma, nova e imprecisa.

Para além de mim,
Enfim, permaneço,
Pedindo Amor e Paz,
- O que provavelmente não mereço -
Mas confiante na Verdade
Que me aguarda, que me espera:

A Alegria e o Amor,
Verdades eternas;
Amores do Amor,
Emoções Sinceras.

(Paula Coelho, 12 de Outubro de 2011)

Outro Natal

Olho em volta:
É Natal…
No entanto,
Em grande pranto,
Sinto aqueles que
Pelo desencanto,
Passam pelo Natal
Em silêncio duro
Frio, mudo, desigual…
…………………………………..
São aqueles que,
Na margem,
Passando pela Terra,
Transportam duras penas
E imagens
- Ainda tortuosas -
Das vidas passadas
Que lhes povoam a mente e a alma
Em graves lágrimas,
Eco de seus erros
Lamentáveis…

Para esses…
Também deveria ser Natal…
E docemente,
Embalados pela meiga
Infância que desejam,
Agarrarem outra força
Nova vida,
Recomeçando sem medo
E sem pressa!

(Paula Coelho, 19 de Novembro de 2011)

Angústia

A angústia é uma sensação
Que aperta o coração do ser amargurado,
Corroendo-lhe o espírito
Deixando-o arrasado.

Provoca-lhe uma dor…
A dor
De quem transporta
No peito
Um vazio,
Um choro,
Um lamento…

A angústia dilacera,
Corta,
Esmaga,
Rasga
E quebra,
O coração daquele que a carrega,
Pesaroso

Provocando, por vezes,
A vontade de gritar
Bem alto
A dor que o corrói
E que a toda a hora e momento
O destrói.

(Paula Coelho, 3 de Novembro de 2008)

Caminho Exigente


O caminho é cinzento,
Por vezes aterrador,
Mascarado de incertezas e povoado pela dor.
O caminho é escuro, triste
E medonho,
A inquietude é constante
A saudade martirizante.

Esse caminho tão arisco
É o caminho da evolução
É o caminho que nos conduzirá à Paz
E à Felicidade sem mais dor.

(Paula Coelho, 3 de Novembro de 2008)

Dói!

Como dói olhar o mundo
À minha volta,
E perceber que nada se modifica
Como já era hora.

Quantos sofrem,
Quantos gritam,
Quantos desesperam
Pela estrada fora…

E eu, simples e ignorante
Apenas posso desejar
O suavizante,
Para todos quantos sangram,
E choram...

(Paula Coelho, 28 de Fevereiro de 2008)

Tanto desejar

Tanto desejo,
Tanto espero,
Que o meu espírito não percebe
A grandiosidade do sonhar…
The Flight on the Wings of Love
O sonho de encontrar
Alguém com quem partilhar
As farpas do caminho,
Ajudando-nos a suportar
As dificuldades do destino.

(Paula Coelho, 22 de Fevereiro de 2008)

Percurso

No dia em que chegar
A tão esperada felicidade,
Espero poder entendê-la,
Aceitando-a de verdade.
Porque apesar de ser desejada,
Não é de todo entendida,
Vamos pela evolução aprendê-la,
Conquistando-a,
Vida após vida.
Nascer e Renascer,
Errar e aprender,
Através de sucessivas jornadas,
Parecem pois as únicas formas
De poder chegar um dia a vencer
Todas as nossas inferioridades.

(Paula Coelho, 22 de Fevereiro de 2008)

Pássaro de Paz

O pássaro da Paz
Rasga o céu
Rumo ao infinito,
Levando consigo no bico
A Flor da Esperança.
Vai e volta pelo espaço,
Procurando encontrar o Abraço,
O Amor, a Bondade,
Aqueles valores tão esperados,
Tão aguardados,
Que fazem bater o coração
Do ser humano, descompassado.

No dia em que finalmente chegares
A cada um de nós,
Que possamos receber-te com alegria,
Lembrando a beleza do dia
E da eterna obra divina
E do seu infinito Amor.

(Paula Coelho, 12 de Fevereiro de 2008)

Inspiração

Olho o brilho das estrelas
Observo o mar, a terra, as flores
E toda a Natureza, no seu esplendor.
E penso, para comigo,
Como é bela a Obra do Criador!
Nesta Terra abençoada
Onde habitam tantas almas,
Como é possível que todas elas
Não reflitam, não compreendam,
A verdadeira essência do SER?...

Se entendessem a mecânica
Subjacente à Tua Obra
De certeza que a guerra,
Os conflitos e as lutas
Se extinguiriam, sem demora.

Por isso, resta esperar
Pela tão anunciada Regeneração,
Onde o mundo e os seres vão mudar
Trazendo um carinhoso calor ao coração.

(Paula Coelho, 12 de Fevereiro de 2008)

Solidão

Solidão abençoada
Que me fazes pensar na estrada,
Que tenho que palmilhar.
Solidão tão querida
Solidão tão incompreendida,
Pelo meu espírito em franca evolução!
Solidão, sensação amiga,
Poderosa, ativa,
Que te impões à alma
Sem piedade.
Ajuda quantos te sentem no peito
A compreender a tua lição:
Refletir e analisar o nosso Eu
Repleto de imperfeição!

(Paula Coelho, 12 de Fevereiro de 2008)

Sol da Esperança

Nesta manhã de Primavera,
Procuro o sol da esperança,
O sol da eterna Paz e da bondade mansa,
O sol que dá vida à vida,
O sol da esperança.
É em vão que, no entanto,
Os teus raios apenas brilham pela metade,
Pois a humanidade inteira não entende,
A tua imensa grandeza e alcance.

Mas um dia a tua Luz,
Verdadeira e pura consolará
Todos quantos te procurem.
E nesse dia, o teu brilhar
Será repleto de harmonia,
Respeito e sonhar,
Amor e alegria,
Trazendo ao peito do ser o Dia
Da plena vida eterna
E da imensa Paz.

(Paula Coelho, 29 de Janeiro de 2008)

Natal de 2009 (Para companheiros especiais – eles sabem quem são -)


Queridos companheiros:

Neste Natal lembrei-me
De escrever uma canção,
Para descrever com sinceridade,
O que me vai no coração;
Mas… depois de refletir e pensar,
(E, tendo em conta que não sei cantar)
Descobri a melhor prenda
Que alguém pode ofertar:
-Amizade, ternura, carinho e amor,
Bondade, alegria, sinceridade e calor –
De uns simples versos escritos,
Com muito sentimento,
Recheados de paz,
Envoltos em bondade
Para serem lembrados,
Não só nesta quadra,
Mas em todos os momentos…

(Paula Coelho, 20 de Dezembro de 2009)

Natal de 2010 (Para companheiros especiais – eles sabem quem são -)

Mais um Natal acontece…
E lembrando as coisas mais belas
Que no meu humilde espírito guardo
- E atenção! Poucas ainda são!!! –
Mas com essas procurei
Entregar-vos este simples poema
Que nada mais é
Do que uma pequena e singela
Recordação.

No entanto,
É do coração.
Para dizer-vos e demonstrar-vos
O quanto vos tenho na lembrança
- E em conta –
Para além de uma imensa gratidão…

Por isso,
Vos desejo o melhor
Agora e para o resto do ano:
Que o Natal se acomode
De forma perene, mas firme,
E que possam contar
Com o amor, a alegria e a bondade
De alguém que vos ama e recorda
- A todos e a cada um -
Sempre com admiração (e muita imperfeição!)
No lugar mais bonito que tem no coração!

(Paula Coelho, 18 de Dezembro de 2010)

Natal de 2011 (Para companheiros especiais - eles sabem quem são -)

Aos meus amigos de ideal,
 - Como já é hábito -
Dedico estes modestos versos;
Vão carregados de paz,
Amor e alegria,
- Envolvidos em pura magia –
Recheados de sentimentos...

Se, porventura,
As palavras,
Nos faltam em momentos diversos
Podem crer que a poesia
- Através da sua melodia -
Permite que elas fluam
- Apareçam!-
E se formem,
Espontaneamente.

Não para analisar altas filosofias...
Nem sequer, criar sistemas de pensamento...

São métrica elementar,
Flores belas ao vento,
Permitindo a quem se entrega a elas eternizar.
- Com alguma humildade -
Uma vontade que o arrebata
Em dado momento:
- Desejar-vos,
No presente,
Um Feliz Natal,
Recordando o bem que vos desejo
Para Sempre!...

(Paula Coelho, 19 de Dezembro de 2011)

Natal de 2012 (Para companheiros especiais- eles sabem quem são -)

Queridos  companheiros:                                    

Mais um Natal que chega…
- E como já é habitual -
Venho através das minhas simples palavras,
Escritas numa modesta folha,
Desejar-vos a todos:
Um sentido e feliz Natal!

Queria que esta folha fosse capaz
De guardar um abraço…
Que tivesse, ao abrir ,
Um sorriso, como um laço…
Pensei, ainda, em imprimir-lhe as flores mais lindas,
Colorindo o papel de múltiplas formas e belas linhas…

- Mas como disso, ainda não sou capaz-
Deixo-vos estes  simples versos,
Escritos com imenso carinho,
Envolvidos em paz,
Carregados de emoção,
Esperando que eles transmitam,
O quanto vos estimo,
Do fundo do meu coração.

(Paula Coelho, 17 de Dezembro de 2012)

Sentir

Sentindo
- Sem sentir -
Pensando
- Sem pensar -
Poderá haver na barca da vida
Tempo para amar?
Amar
De verdade
Sentindo vendavais

De imensa ansiedade
Afundando-nos em ardor
Sem, no entanto,
Queimar a vontade,
De querer amar
(contraditório?!)
Cada vez mais?
Sem perspetivas,
Sem lógica,
- Como, aliás, é o amor –
Que só pode ser vivenciado
Quando não é questionado,
Seja lá por quem for?


(Paula Coelho, 7 Outubro de 2010)

Dor

No mundo eu vejo a azul,
O corpo dos que lutam, com dor,
Mas que escutam,
O som do fundo
...da imensidão,
De quem sente na alma

A dor da solidão.

Nesse instante,
Eu gostaria,
De saber o que pensar;
Mas fico triste... E questiono:
Por que é tão difícil amar?!?
 


(Paula Coelho, 11 de fevereiro de 2011)